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Destino: Liubliana, capital da Eslovênia

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A compacta e colorida Liubliana (em esloveno, Ljubljana) é um lugar onde coisas bem peculiares podem surpreender até quem mora por lá: uma chuva artificial cair sem aviso, em plena praça, sob o olhar contente da criançada; carne de veado levar a fama de prato típico; dragões verdes lendários escoltarem pontes; leite fresco sair engarrafado de máquinas pelas calçadas; baladas em cavernas embalarem o povo jovem até a madrugada.

Incrustada em uma cadeia de belas montanhas, a capital da Eslovênia – no passado, território da ex-Iugoslávia, um pequeno país do leste europeu, na divisa com Áustria, Hungria, Croácia e Itália – parece ter saído de um conto de fadas. Prédios históricos bem conservados, ruas floridas, pontes e um rio que divide o centro ao meio é apenas parte dos encantos desta cidade de cerca de 250 mil agradáveis habitantes, que fazem questão de receber os turistas com cordialidade.

O charme exclusivo de pequenas cidades europeias fica ainda por conta de um castelo no alto do morro, onde se pode chegar através de um funicular de vidro. Do topo se vêem os telhados, a famosa Ponte Tripla (três pontes próximas), o dragão símbolo da cidade, as igrejas, as ruelas e um pôr-do-sol de tirar o fôlego. Com tempo, ainda é possível aproveitar a balada nos porões do castelo, em ambiente que mistura o medieval e o moderno.

De dia se pode visitar também os museus, a praça Preseren, a Igreja Franciscana, a Prefeitura, feirinhas de frutas, a fonte de Hércules e Narciso, o parque Tivoli, ou lojas e galerias de arte. Ao anoitecer, se destacam barzinhos com mesas ao ar livre e iluminação à luz de velas. É então que começam a surgir cheiros deliciosos dos mais variados restaurantes. O melhor deles é o Zlata Ribica, de comida típica eslovena com fusões europeias.

Em uma de suas mesas externas, de onde se vê o Rio Lublianica, provamos o Game Fillet with cranberry sauce (carne de veado com bacon e strukljie, massa de queijo) e molho de cranberry. Como sobremesa, escolhemos a típica gibanica, tortinha com diversas camadas, recheada com maçã, pêssego, amêndoas, castanhas, chantilly. E assim terminou nossa estada por esta maravilhosa cidade, visita obrigatória para quem gosta de lugares charmosos e inusitados. Fica mais esta dica de viagem!

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Trajes típicos da Alemanha para a Oktoberfest

Em clima de Oktoberfest pelo mundo (em Munique, Blumenau, Santa Cruz do Sul e Igrejinha), resgato neste post alguns cliques que fiz na capital da Baviera, na última viagem para a Alemanha, em dezembro. As roupas típicas, compostas de saia, colete com amarrações frontais, avental e camisa, apresentam as cores e tecidos variados e dominam algumas vitrines da cidade em qualquer época do ano. Os trajes masculinos e infantis também são bastante usados, até mesmo fora das épocas festivas. Além de cliques inspiradores de looks nas vitrines, aproveitei para fotografar o chope, os pratos locais que se difundiram pelas terras de colonização alemã (como batata, linguiças e pretzel) e a alegria de choperias famosas como a Hofbräuhaus.

Curiosidade: A Oktobefest é um festival de cerveja criado pelo rei bávaro Ludwig I para celebrar o seu casamento em 1810. É também uma uma feira de produtos e diversões celebrada em Munique (München), no estado da Baviera (Bayern), no sul da Alemanha, e disseminada por vários lugares do mundo. A Oktoberfest é frequentada anualmente por seis milhões de visitantes de todo o mundo e se inicia desde 1872 sempre no sábado depois do 15 de Setembro com a tradicional cerimonia de abertura “O’zapft is”. Termina duas semanas mais tarde, no primeiro domingo de Outubro – daí o nome Oktoberfest (em alemão, “Oktober” significa outubro, “Fest”, festa ou festival, literalmente “Festa de Outubro“). Em Santa Cruz do Sul ela acontece desde 1984.

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Verona, última cidade do tour pela Itália

Encerrando o tour pela Itália, conhecemos Verona, famosa por ter sido o palco do trágico amor entre Romeu e Julieta, imortalizado em palavras por Willian Shakespeare – dizem que o romance tem um fundo de verdade, e teria ocorrido no começo do século 14. Verídica ou não, a história atrai milhares de turistas à cidade, que realmente exala paixão em todas suas ruelas e praças (é de impressionar a beleza do lugar, parece que estamos em um filme de romance!!!). Verona encanta: pela sua arquitetura; pelas atrações peculiares como a varanda onde Julieta ouvia juras de Romeu; pelos túmulos medievais das famílias poderosas, expostos em plena via pública; pelos restaurantes deliciosos, pelas lojas elegantes; pelas pontes e um imponente castelo.

Na Piazza Brà está uma das atrações mais imponentes, a Arena. Trata-se de um anfiteatro do ano 30 a.C. que é terceiro maior do mundo e está mais bem conservado do que o Coliseu. Próximo dalí começa a Via Manzini, cheia de lojas de grifes internacionais. Dela, chegaremos na Piazza delle Erbe, coração da cidade, próxima de outra praça de destaque, a Piazza dei Signori. Mas é na Casa de Julieta, na Via Capello 23 que se concentra o maior número de turistas (grupos inteiros de “chinguilingues” tirando selfies!). Todo mundo quer foto com o balcão de Julieta, ou pousar passando a mão o seio esquerdo de sua estátua, pois dizem que este gesto traz sorte no amor – na dúvida, eu tentei! hahaha.

Outro momento “interativo” é escrever seu nome e do seu amor em uma das paredes do corredor de acesso ao pátio de Julieta. Você pode ainda visitar um suposto túmulo da personagem no Monastério de San Francesco al Corso (Via del Pontiere 35) e, na igreja ao lado, o casal teria se casado. Vale também conhecer a Torre dei Lambertini – onde estão estes túmulos que comentei, da família Scaligeri, que governaram a cidade entre 1260 e 1387. Por fim, conheça o Castelvecchio, a Ponte Scaligero e o rio Adige. Fizemos tudo isso em um dia e meio, o que foi suficiente, já que tudo se concentra em poucos atrativos. Como look, no primeiro dia usei calça preta em 3D + cropped + um colar lindo da Vie Collection (www.viecollection.com.br) + bolsa Valentino que havia comprado em Roma + anabela preto e branco (também de Roma). Já no segundo, um conjuntinho de short e blazer estampados. Veja meus cliques:

 

 

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Macacão amarelo em visita ao Vaticano

A primavera chegou, o sol voltou aqui pelo sul, e com ela, nosso ânimo! Tudo fica mais colorido e feliz nos dias iluminados, né? Neste clima, o post de hoje é de um dia ensolarado de verão no Vaticano, usando um look amarelo!!! Depois de visitar os principais pontos turísticos de Roma, passamos um dia inteiro conhecendo o menor Estado soberano do mundo, onde fica a sede da igreja católica. Estava novamente muito quente e as filas para entrar nas principais atrações eram enormes! Por isso, indo em alta temporada, compre ingressos com antecedência! Basicamente se deve entrar em dois lugares: na Basílica São Pedro e no Museu do Vaticano, além de visitar a Praça São Pedro (aberta ao público). O que se vê por lá?

  • Basílica São Pedro: é a maior, mais importante e mais visitada construção católica do mundo, com  23 000 m² de área (cabem 60 mil fiéis).  Contém 340 estátuas, sendo a mais importante a Pietá, de Michelangelo (Jesus morto nos braços de Maria). Sob seu altar está enterrado São Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus e primeiro Papa, assim como outros papas.  Sua construção começou em 18 de abril de 1506 e foi concluída em 18 de novembro de 1626.
  • Praça de São Pedro: É a praça onde fica a Basílica e onde são celebradas missas e eventos religiosos públicos. Foi desenhada por  Bernini no século 18 em estilo clássico e barroco, e em seu centro encontra-se um obelisco antigo egípcio. É composta de dois conjuntos ovais de colunas, onde encontram-se 140 estátuas de santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas, além de fontes de bronze.
  • Museu do Vaticano: Situado próximo à Praça de São Pedro, reúne o Museu Vaticano é um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos pontífices romanos. As obras estão abrigadas em galerias e capelas. O ponto mais importante é a Capela Sistina, residência oficial do papa, cujo teto foi pintado por Michelangelo (representando o famoso dedo do Criador).

PS: Sobre meu look, usei um macacão de crepe com flores bordadas na gola (modelo canoa), rasteirinha de couro bem confortável e uma bolsa preta transversal, que havia comprado em Roma com um artesão de couros locais. Como estava quente demais, prendi os cabelos e arrematei com uma trança.

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De volta a encantadora Roma (passeios e looks!)

Depois de sete anos sem ir a Roma (a última vez tinha sido com minha irmã, em fevereiro de 2008), voltei a curtir as delícias da capital da Itália, desta vez no verão e com o marido. Relembrei alguns pontos turísticos clássicos, como o Coliseu, Fórum Romano, Palatino, Circo Maximus, Panteon, dentre outros, e conheci lugares novos, como o Campo de Fiori, Rio Tibre, Piazza Navona. Ficamos 4 dias na cidade, sendo um dedicado ao Vaticano (amanhã mostro aqui!) e os outros a caminhar sem pressa pelas ruas agitadas e abarrotadas de Roma. Mesmo escolhendo looks leves, como vestido, saia e cropped, estava muito calor, e o jeito foi se refrescar de tempos em tempos com um típico gelato (sorvete) ou com água geladinha mesmo. A noite, é claro que não deixamos de provar as pizzas e massas, especialidades do país. O que é imperdível por lá? Fiz uma listinha para ajudar:

  • Relembrar as aulas de história do colégio no Fórum Romano, Palatino e Circo Maximus, assim como observar cada detalhe do Coliseu (imagine-se naquela época, quando aconteciam os duelos?! Solte sua imaginação!)
  • Admirar a arquitetura da cidade, bem como suas obras de arte (fontes, estátuas…). Pontos altos: Monumento a Vitorio Emanuelle, Panteon e Campidoglio
  • Almoçar, comprar frutas pela manhã na feira ou tomar uma taça de vinho ao final da tarde no Campo di Fiori – lugar jovem, movimentado, cheio de restaurantes e bares
  • Comprar telas ou gravuras de artistas de rua na Piazza Navona, onde também se pode apreciar as fontes de água
  • Jogar uma moedinha e fazer um pedido na Fontana di Trevi – infelizmente desta vez ela estava em reforma
  • Namorar na Piazza Spagna ao pôr do sol, com algum músico tocando violino ou violão, e depois andar de charrete na Piazza del Popolo
  • Fazer um pedido e se divertir com a Bocca della Veritá (não vale mentir, senão a boca morde sua mão…hehehe!!!)
  • Caminhar pelas margens do Rio Tibre

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Look + conhecendo a torre de Pisa, na Itália

Na mesma noite em que assistimos ao show de Andrea Bocelli (leia aqui), dirigimos até a cidade de Pisa, também na Toscana, distante a menos de 1 hora da terra do tenor, para dormirmos por lá. Confesso que nossa escolha por esta próxima parada se deveu ao fato de haver poucos hotéis disponíveis ao redor de Lajatico, e como Pisa estaria no caminho de Roma, nosso destino seguinte, já aproveitaríamos para conhecer a famosa torre “caída”. E assim aconteceu: chegamos em Pisa na madrugada, paramos famintos na única lanchonete aberta, comemos um sanduíche e procuramos desesperadamente pelo nosso hotel…afinal, o cansaço era master!!! Já recuperados, na manhã seguinte fomos até o local mais visitado desta bela comuna italiana: a Piazza dei Miracoli, principal espaço público, onde fica a Catedral (Duomo), o Batistério e a Torre Sineira (Campanário – que parece estar “tombando”).

Obviamente logo corri empolgada  para fazer a clássica foto “empurrando/segurando” a torre, assim como centenas de turistas estavam tentando – e esta parte é engraçada, porque além de disputar um “lugar ao sol”, você ainda tem que se esforçar para tudo dar certo, enquanto o marido reclama das milhares de patetices e cliques frustrados, hahaha. Bem, mas depois de finalmente conseguir uma foto “mais ou menos” com a torre de Pisa, caminhamos pelo centro da cidade, onde há uma simpática rua principal cheia de restaurantes. Por ali degustamos presunto parma, queijos típicos, massinhas de pizza e outras delícias italianas. Também compramos souvenirs e um sorvete para espantar o calor de quase 40 graus.

Pisa, apesar de não ter tantas atrações turísticas, é bastante interessante pela sua história e arquitetura. Descobertas arqueológicas recentes revelaram a existência de um grande porto fluvial da época romana no seu subsolo. Foram encontradas mais de 30 embarcações de vários modelos, algumas delas intactas e ainda com a mercadoria que transportavam. E seria por ali ter existido mar que a torre de mármore, de oito andares (onde se pode subir) teria se inclinado. Outra história interessante é a de que São Pedro teria desembarcado no porto de Pisa para pregar o Evangelho, e dali, seguido para Roma. Além da história, a arquitetura se torna diferenciada pela mistura de casarios coloridos italianos com imponentes prédios brancos de mármore. Outro ponto alto também é o Rio Arno (mesmo de Florença) e suas margens. Ou seja: uma cidade que vale a pena pelo menos um bate volta de um dia!

Veja as fotos e meu look do passeio – calça culote de linho + sandália gladiadora + cropped estampado

 

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Show de Andrea Bocelli e visita a Lajatico

Como cantora, ex-coralista e apaixonada por música, sempre tive vontade de assistir a um show de Andrea Bocelli, ums das minhas vozes favoritas. Já havia espiado a agenda dele no site oficial diversas vezes, mas as datas e locais nunca coincidiam com minhas viagens. Foi quando, em abril passado, me deparei com algo que imaginei ser imperdível: um grande show comemorativo aos 10 anos do Teatro del Silenzio, anfiteatro a céu aberto, criado e mantido pelo tenor em sua cidade natal, Lajatico, na Toscana. E ainda com convidados especiais! Corri para comprar passagem aérea, e para minha sorte achei uma bem interessante, justamente para onde tentamos ir em família em 2012, mas desistimos no meio do caminho por conta do terremoto que teve na época. Estava feito o pacote: Bocelli, Toscana, FLORENÇA, Itália!!!! E foi assim que surgiu esta viagem, tendo como objetivo principal a apresentação.

Então, depois de visitarmos Firenze (leia a matéria aqui), alugamos um carro e dirigimos até a graciosa Lajatico, entre Volterra e Pisa – tanto é que depois do show, dormimos em Pisa. O município, no alto daquelas colinas típicas verdinhas da Toscana (coisa de filme!!), tem pouco mais de 1.380 habitantes, distribuídos em 72km quadrados. Ou seja, bem pequena…mas uma simpatia de lugar! Por lá tudo é florido, colorido e com aquele clima intimista de interior. Tudo e todos “respiram” Bocelli, o cidadão mais ilustre. Cinema, museu, igreja, praças e até um restaurante levam seu nome ou foto. Também pudera, o cantor trata o local com tanto carinho, que construiu há uma década um teatro no qual incentiva a arte e música. E foi justamente lá seu show, como acontece anualmente. No Teatro del Silenzio, em uma noite quente de verão europeu, sob um céu estrelado, diante de uma grande orquestra, coral e cenário de tirar o fôlego, vi pela primeira vez Bocelli soltar seus agudos e emocionar a todos por mais de duas horas, com canções solo e duetos com convidados. Claro que não aguentei e fui às lágrimas também, principalmente nas emblemáticas “Con te Partiro”, “Canto della Terra“, “Granada” e “Nessun Dorma”, que encerrou esta noite memorável! Um das coisas imperdíveis da vida!

Veja as fotos do passeio por Lajatico e do show de Andrea Bocelli:

Assista aqui Nessun Dorma, a música de encerramento do show

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